domingo, 18 de outubro de 2009

OBRA POÉTICA

Poesia lírica de CLÁUDIO MANUEL DA COSTA

Pastores,que levais ao monte o gado,
Vede lá como andais por essa serra,
Que para dar contágio a toda a terra,
Basta ver-se o meu rosto magoado:

Eu ando (vós me vedes) tão pesado;
E a Pastora infiel, que me faz guerra,
É a mesma, que em seu semblante encerra
A causa de um martírio tão cansado.

Se a quereis conhecer, vinde comigo,
Vereis a formosura, que eu adoro;
Mas não; tanto não sou vosso inimigo;

Deixai, não a vejais; eu vo-lo imporo;
Que se seguir quiserdes o que eu sigo,
Chorareis, ó Pastores, o que eu choro.
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